terça-feira, 22 de setembro de 2009
The Corporation
É um documentário relativamente badalado porque mostra como as corporações são más. Dá pra se fazerem duas análises, uma quanto ao filme em si e outra quanto aos argumentos usados.
Bom, enquanto filme:
extremamente inconsistente. Direção fraquíssima, não consegue decidir o estilo. A montagem também é muito mal feita, pra não falar da música. Narração bagaceira quando não tem uma transição suave entre tópicos/subtópicos - tão instável que ela aparece sem intervalos regulares ou lógicos, só aparecem mesmo quando não tem um nexo evidente entre os assuntos, pra explicar mesmo -. Eles não identificam os depointes, então pra todos os efeitos podem ser atores ou então simples oligofrênicos falando merda, afinal não dá pra saber se têm propriedade para falar do assunto ou não. O filme acaba pelo menos quatro vezes no decorrer dele. É patética a perda de controle de ritmo do filme, depois de uns 45min de projeção é impossível prestar atenção. Enquanto filme é péssimo, portanto.
Sobre os argumentos:
começa bem até, mostrando teoricamente seus pontos, mas depois de um tempo vira o escambau. Acompanhando a perda de ritmo, os argumentos vão começando a ficar cada vez mais vagos e mal explicados, pra não falar de alguns que são puramente subjetivos. E um final tosquíssimo depois de quase 150min de projeção.
É por aí. Ainda poderia criticar muito mais.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Top 10 vilões - edição decente
Morgoth/Melkor (aqui inclusos todos os outros vilões de Arda de todas as eras)
Venom
Joker
Magneto
The Dark Man/Walter o'Dim/Marten Broadcloak/Randall Flagg
Mr Burns
Saga (O Mestre do Santuário)
The Crimson King
Green Goblin
quinta-feira, 19 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
Watchmen

Não foi um desastre total. Acho que esta frase faz justiça ao filme. Bom, eu nunca li os quadrinhos, então não tenho parâmetros para fazer comparações. Na verdade, até mais ou menos a metade, o filme é até bem legalzinho; mostra o passado dos hoje decadentes super-heróis (HA, ignorei duas vezes a nova ortografia em uma só frase!) e como o assassinato de um deles (um dos dois decentes) faz com que os outros se juntem novamente.
Começando pelos heróis, então:
Comediante: A maldade com pernas. E uma espingarda. O roteiro consegue diminuir o brilhantismo desse "herói" com a história de que tem uma filosofia por trás das ações dele e essas outras baboseiras.
Dr. Manhattan: Ganhou super-poderes quando foi atingido por um efeito físico imaginário e genérico. Ele pode ver o passado, o presente e fazer tudo o que ele quiser. Ainda assim, ele não consegue combater os vilões, mais ou menos como o Yoda, que percebe as mais sutis mudanças no humor de uma pessoa mas não consegue ver uma revolução envolvendo duzentos mil stormtroopers. Com a diferença que ele não é nem de perto tão foda quanto o Yoda.
Batman: Se veste de coruja e utiliza acessórios que remetem à corujas. O nome dele é Nite Owl, na verdade, mas dá pra ver que quer muito ser o Batman, então preferi deixar assim mesmo.
Silk Spectre: Uma atriz comparável em talento ao guri que faz o Harry Potter faz o papel de uma heroína que não fede nem cheira. Salva pela roupa de látex.
Ozymandias: The smartest guy in the world, meio idiota. Salvo pelo fato de matar dezenas de milhões de pessoas no decorrer da história. (Para quem ainda não viu o filme, recomendo pular a frase anterior.)
Rorschach: O mais foda de todos. Mata todo mundo, e todo mundo gostaria de ver um spin off só dele. Não tem nenhuma relação com o psiquiatra de quem pegou emprestado o nome, exceto a máscara de borrão de tinta e a sacada genial NOT de colocar ele fazendo um Teste de Rorschach quando vai preso.
O maior problema do filme é a trama tosca. Um cara que quer destruir as maiores cidades do mundo para que a humanidade se una (música dramática) e aceite suas diferenças. Além disso, é difícil expressar o quão inadequada é a trilha sonora. Na cena do reencontro entre dois dos ex-Watchmen, em um pequeno restaurante em NY, começa a tocar Nena, 99 Luftballons. Na cena do enterro, toca Sound of Silence, que, não levem a mal, é uma grande música, mas, na cena, pareceu simplesmente errada. Parecia que o diretor estava se esforçando para montar uma peça de Lego num Playmobil. Não encaixa.
A cena de sexo a bordo do submarino-voador/megazord/crapmobile alcança um nível de tosquice que só se acreditava possível em estudos laboratoriais. Grande parte do efeito deve ser atribuído ao uso de música religiosa, reforçando o conceito da trilha sonora deficiente.
Mas, como eu disse, o filme não foi um desastre total; algumas partes salvam o todo. Por "algumas partes", eu quis dizer "Rorschach e Comedian"; e por "salvam", eu quis dizer "matam".
______________________________________________________
"Free is just another word for socialist" - melhor frase do filme.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Dançando na chuva
Vi o filme por inteiro finalmente e me surpreendi. É muito surpreendentemente bom. Tem só um momento chato (uma sketch que seria na Broadway).
Mas o motivo não é resenhar o filme e sim falar da cena-título.
Momento de epifania que eu tive. Tipo, é comum que nas artes narrativas a chuva signifique mudança, trágica na maioria das vezes. Em Hollywood era mais comum ainda. Pingo caindo do ceu significavam que o mocinho ia se foder. Mas esse filme brinca com isso: a chuva começa a cair, algo ruim realmente acontece, mas logo surge uma solução! Daí que vem a cantoria do G. Kelly, dando um tapa na cara dos costumes. Muito genial. Não é à toa que é um clássico...
Eis a letra:
Doo-dloo-doo-doo-doo
Doo-dloo-doo-doo-doo-doo
Doo-dloo-doo-doo-doo-doo
Doo-dloo-doo-doo-doo-doo...
I'm singing in the rain
Just singing in the rain
What a glorious feelin'
I'm happy again
I'm laughing at clouds
So dark up above
The sun's in my heart
And I'm ready for love
Let the stormy clouds chase
Everyone from the place
Come on with the rain
I've a smile on my face
I walk down the lane
With a happy refrain
Just singin',
Singin' in the rain
Dancin' in the rain
Dee-ah dee-ah dee-ah
Dee-ah dee-ah dee-ah
I'm happy again!
I'm singin' and dancin' in the rain!
I'm dancin' and singin' in the rain...
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Alemanha, França, Suíça e Luxemburgo - Os Aspectos Mais Fascinantes
1. Lego a granel: Na KaDeWe, em Berlim, é possível pegar as pecinhas de Lego desejadas, colocar num saquinho, pesar e pagar. É plágio. Eu que inventei isso quando era criança.
2. Eles comem a salada depois da comida. Bom, eu, por mim, já me espanto com o fato de as pessoas comerem salada ponto. Mas vai saber...
3. Os estacionamentos: Em Strasbourg, o estacionamento psicodélico, sem nenhum piso reto, todas as vagas em subidinhas e descidinhas e coisas tortas, teto baixo, bolas pintadas no chão e cada andar com luzes de uma cor diferente. Em Genebra (é outro nível), o estacionamento que ganhou o prêmio de melhor estacionamento da Europa em 1999. Elevador de madeira com detalhes dourados e Vivaldi como música de fundo em todo o recinto. Cheio de carros com placas diplomáticas. Estacionamento chique é outra coisa.
4. Encontrar o Herr Egewarth em Berlim. Porque gente do Dohms é praga, nem a milhares de quilômetros de distância a gente se livra de encontrar.
5. Alexanderplatz: a praça que não tem bancos. Tem sofás. E quando chove alguém vai lá e tira. E quando pára de chover alguém vai lá e põe de novo. E assim vai, porque o tempo lá é louco.
6. Um pavão passeando solto pelos canteiros do estacionamento da sede da ONU em genebra. Que coisa mais dadaísta...
"I tell ya, a guy gets too lonely than he gets sick"
Vou falar sobre um livro que li nas férias, bem curtinho de fácil leitura (mesmo que o inglês da fala dos personagens principais seja um pouco complicadinho de entender). O livro é do Steinbeck e, por incrível que pareça, eu nunca tinha lido nada dele antes, apesar de ser um autor ganhador do Nobel e tudo mais.
O nome do título, como diria o Waick, é 'Of Mice and Men' (Sobre Ratos e Homens), e a história é simples de entender: são dois homens que viajam juntos em busca de trabalho na época da grande depressão. Eles têm pouquíssimos recursos (para não dizer que não têm um tostão furado), e sonham com uma vida na qual poderão ter seu próprio rancho, ao invés de perambular para lá e para cá trabalhando para os outros (por sinal, a história se passa na Califórnia, bem como vários outros romances do Steinbeck (ah, foi ele quem escreveu as vinhas da ira!!)).
Os dois homens são George e Lennie, sendo que Lennie tem um pequeno problema: tem deficiência mental. Ao longo do livro, dá para perceber claramente a abordagem do autor sobre a natureza de ambos (Lennie é inocente e sem percepção das coisas - quer 'afagar' os ratinhos, mas acaba matando-os com a sua força descomunal- e George é cauteloso e previdente), e a narrativa acaba versando sobre a amizade e a solidão de uma maneira incomum, quase que unindo as duas: ao mesmo tempo em que ama Lennie, George acaba sempre se sentindo sozinho e perdido, sem falar na responsabilidade que leva nas costas de cuidar e fazer o melhor para o amigo.
O livro realmente me prendeu, e eu simpatizei muito com a história: fiquei presa do início ao fim. Não vou entrar muito nos detalhes, pois o bom mesmo é tirar o livro e ler (: Recomendo a todos, mas mais especificamente àqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho do autor (ele é genial!). Deixo vocês com uma citação do livro:
"'Ain't many guys travel around together,' he mused. 'I don't know why. Maybe ever'body in the whole damn world is scared of each other.'"
sábado, 28 de junho de 2008
...
domingo, 2 de março de 2008
Madame Bovary - Gustave Flaubert
Se a praia tem um ponto positivo, é que ela me incentiva a colocar em andamento projetos sucessivamente adiados. Nesse verão, por exemplo, li Madame Bovary. O que é óbvio, porque isso está escrito no título. Mas o que eu quero dizer é que faz tempo que eu queria ler esse livro. E agora eu li. But, again, it’s on the title.
Um breve resumo da idéia central do livro: Emma é uma jovem virgem com lábios de mel e cheiro de natureza e pés de passarinho (essa parte eu inventei(óbvio(dã))). Enfim, é uma jovem nascida no interior da França. Tendo perdido a mãe quando criança, foi criada pelo pai e recebeu sua educação em um convento em Rouen, uma cidade relativamente grande na França. No convento, e, depois, quando volta para a casa do pai, Emma sonha com um casamento perfeito, um romance arrebatador, como aqueles sobre os quais ela lia, escondida, no convento.
Eis então que surge Charles, um jovem médico que tratou do pai de Emma, e se apaixona perdidamente por ela. Ele a pede em casamento, e ela, achando que ele seria o grande amor de sua vida, aceita. Com o passar do tempo, a protagonista percebe que o casamento não é a maravilha com a qual ela havia sonhado, sendo Charles sem graça e não muito brilhante. Emma tem certeza de que a vida é injusta com ela, pois ela com certeza havia sido feita para algo maior. Sonha então com a vida em Paris, na alta sociedade, com seu cavalheiro perfeito num mundo idealizado.
Sempre entediada, e acreditando que a vida foi feita para ser vivida ao máximo, Emma parte em busca de tudo aquilo que ela supõe que a levará ao apogeu eterno. Parte em busca de luxo, das altas camadas sociais, da vida nas cidades e dos grandes amores. Após cada uma das suas conquistas, ela percebe que a realização do sonho não lhe trouxe a satisfação necessária, e assim segue sucessivamente em busca de emoções extremas, encontrando apenas o prazer momentâneo seguido pelo tédio, sem suportar a situação que ela mesma desejou:
“Contudo, não era feliz, nunca o havia sido. De onde vinha, pois, aquele apodrecimento instantâneo das coisas em que se apoiava? [...] Nada, afinal, valia a pena procurar-se; tudo mentia! Cada sorriso ocultava um bocejo de enfado, cada alegria uma maldição, todo prazer o seu desgosto, e o melhor de todos os beijos não deixavam aos lábios senão uma irrealizável ânsia de voluptuosidades mais intensas.”
Quando foi questionado sobre a inspiração para a personagem Emma Bovary, Gustave Flaubert respondeu: Madame Bovary, c’est moi. Então, para pôr em prática o meu hobby favorito de terminar textos com clichês de auto-ajuda, lá vai: talvez todos nós sejamos um pouco Madame Bovary no fundo de nossos corações.
(Eca.)
P.s.: O livro é bom.
_________________________________________________________(- O que o carbono disse quando foi preso?
- Eu tenho direito a quatro ligações.)
(danke, Bia) =P
